sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Reclamações, vestibular e mais reclamações.

Ai, como é difícil saudar alguém que eu não estou enxergando de uma forma não ridícula e... Ah, oi! Faz tanto tempo que não venho aqui. Tanto, tanto. Senti falta. Não vou falar mais nada para não cair nos clichês chatinhos, mas realmente faz falta. Porééém, semi-viver não é fácil, e meus amigos vestibulandos concordam comigo.

É ridícula essa pressão que sofremos por parte do vestibular. Digo o mesmo que falei para uma amiga minha; antes a profissão era tão bonita e idealizada. Agora essa prova é um fator desesperador. 

Ainda mais para alguém nada ansiosa como eu. E não é possível que só eu sinta que quanto mais eu estudo mais coisas surgem para serem estudadas. Quem vai surtar até novembro? Vem gente! 

Ah, mais do mesmo. Mas não tem como não reclamar, é tão agradável. 

Já estou falando sobre coisas completamente fora do assunto. Na verdade, eu voltei mais para tentar mostrar um texto meu que eu gostei. E como eu gosto de compartilhar as minhas coisas, eu espero que gostem também =)

"As Máscaras do Futuro

O Brasil passa por uma época próspera. Sempre dissemos que esse é o 'país do futuro' e aqui estamos, finalmente, no futuro. O país do agronegócio, das boas relações internacionais, o bem intencionado. Emergente e simpático.
Nessa alegria toda, prefere-se deixar de lado o que possivelmente mancharia tamanho bom resultado. Quantos valores foram esquecidos por comodidade, quantas manchas foram camufladas?
Atrás de tanto progresso, há um circo montado. Aceitamos o pão de cabeças baixas e deixamos o espetáculo continuar. Porque, afinal, o que seria do país do carnaval sem suas máscaras e fantasias? 
Mas assim que este chega ao fim e o pão torna-se escasso, tão moralistas como somos, confortáveis em nossas moradias fazemos as mesmas acusações contraditórias de sempre. Queixamo-nos em cochichos, mas com o dedo apontado para o outro. 
Estamos no Brasil simpático, que permite a violência contra as minorias. O Brasil emergente, onde vivem pessoas em estado deplorável tanto econômica quanto academicamente. O país do agronegócio, que abriga milhares de cidadãos esfomeados. O Brasil bem intencionado, onde a mesma mão que aponta culpados, aplaude."

P.s.: Esse post foi beeem informal mesmo. É estranho escrever assim... 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

(V/B)logs, Fim do Bimestre e Álcool.

Olá! Faz muito (bota muito nisso) tempo que não escrevo "normal". E, nesses últimos dias, fiquei com uma grande vontade de escrever sem tanto... compromisso.

Na realidade, eu realmente estou com preguiça de escrever. E aí qualquer um pensaria "Oh, farei um vídeo". Mas fazer um vlog seria o mesmo que ter que ter uma câmera boa, paciência (e habilidade) pra editar e ter algo interessante pra ficar falando sobre. Eu não consigo cumprir a maior parte do que me é requisitado, então... Nada de vlogs. Só minhas palavras na tela do computador. Parece menos trabalhoso e mais possível de se conseguir fazer de uma forma decente.

Ainda sobre vlogs e blogs, queria compartilhar esse texto com vocês. Foi escrito pelo Marcelo Parreira, um jornalista de Brasilia. Comenta o porque do Felipe Neto estar redondamente enganado nessa nova campanha do #PreçoJusto, na opinião dele, claro. E eu concordo.


Antes de qualquer coisa só peço, por favor, para assistirem o vídeo e lerem o post do Marcelo Parreira. Garanto que, para quem se interessou pelo assunto, vale a pena o debate.

Pulando para o próximo assunto, respectivamente (pelo menos alguma ordem tem aqui, né). Fim do bimestre chegou! Na realidade, não tenho tanto o que falar sobre isso. É mais pela comemoração mesmo. Só acho engraçado que meu "bimestre" começou dia 02/02 e terminou dia 04/05... mas quem sou eu pra julgar a matemática do colégio.
Fui bem no provão e nas notas finais, graças! Estava super preocupada com esse provão que é, afinal, beeem diferente do simulado que tinhamos no meu outro colégio. Mas o que importa é o que importa, e o importante é que deu tudo certo.
Agora é só esperar pra festa do terceirão nesse próximo sabado (07/05), deixar o material largado, solitário e esquecido no canto durante o final de semana e ter uma overdose de seriados. 
Mas como felicidade de estudante dura pouco (muito pouco), logo mais as apostilas já estarão sendo usadas novamente. Nunca de forma organizada, porém. Não seria eu se elas estivessem organizadas. Provavelmente continuarão largadas em algum canto, mas infelizmente não solitárias e esquecidas. Infelizmente para mim, não para elas. Pois, como diria o Ross (sobre bicicletas, mas podemos aplicar a todos os objetos inanimados), se elas não fossem usadas, elas não estariam cumprindo seu proposito de vida. Então, um viva para as apostilas que cumprem o que foram destinadas a fazer. Nos deixar meio doidos.

Ah. Até convidaria vocês todos para nossa festa, mas hmm, acho dificil chegarem até aqui. Sintam-se convidados, de qualquer forma.

Indo para um assunto um tanto mais "denso", como diria Recordações da Casa dos Mortos, o álcool. Não os compostos orgânicos, pelo amor de Deus. Chutei as duas questões de Química Orgânica no provão e, por amor do universo por mim, acertei as duas mas, hm... é. Voltando ao assunto.
A bebida alcoólica. É difícil falar sobre algo já tão comentado. É mais ou menos como escrever o de sempre com palavras diferentes.  Até porque, todos os dias somos advertidos sobre problemas que o excesso de álcool pode causar. E também é de conhecimento mundial as inúmeras doenças gravíssimas físicas e emocionais que somadas à dependência podem muitas vezes levar a morte.
Mesmo assim um dos assuntos mais importantes, por incrível que pareça, é deixado de lado e tudo tem a ver com as conseqüências. Como negligenciar um tema tão importante se ele é o causador das conseqüências? O que ocasiona as gravíssimas doenças e a dependência? São fatores anatômicos e psíquicos que passam despercebidos em palestras, artigos de jornais e conselhos familiares.
Sendo assim, devemos levar em consideração a ignorância. No sentido primitivo da palavra. O não-saber. Será que as pessoas que são levadas ao hospital em coma alcoólico sabem o dano que estão causando aos seus órgãos?
Você ingere álcool, a resposta do seu organismo é transportá-lo ao seu fígado para ele ser metabolizado. Quando ingerimos álcool em grande quantidade por um longo período de tempo, nosso fígado sofre alterações. As gorduras começam a se infiltrar no órgão, podendo causar a hepatite alcoólica ou, pior, a cirrose hepática. A cirrose endurece o fígado, formando a ascite (barriga d’água) – que tem alta taxa de mortalidade se não tratada corretamente. Ainda piores que os danos ao fígado, existem os danos ao cérebro, como a intoxicação aguda – mesmo em não alcoólatras – que causa acidentes, agressões e suicídio.
Além das doenças supracitadas, temos as que afetam o intestino, o estomago e o pulmão.
Segundo o relatório anual da OMS (organização mundial de saúde) de 2011 quase 5% da população mundial falece devido ao consumo desregulado do álcool, o que corresponde a 2,5 milhões de pessoas.
Ressalte-se que além desse fato, o álcool causa mais mortes que a tuberculose, a AIDS e a violência.
A própria OMS dá suas recomendações no relatório atual, como regular o mercado de vendas para as pessoas mais jovens, políticas apropriadas para se evitar que motoristas dirijam bêbados e restrições a disponibilidade do álcool. Afirma também que é necessário que os governos forneçam tratamento para as pessoas com problema com o álcool.
O que ocorre é; todas essas recomendações já estão presentes em nossa constituição. No que diz respeito às “políticas apropriadas para se evitar que motoristas dirijam bêbados” temos a Lei 11.705 de 19 de julho de 2008, apelidada Lei Seca, que pune severamente o motorista com mais de 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro. E no que diz respeito a “regulamentação do mercado de vendas para as pessoas mais jovens” temos o art. 81 do ECA que proíbe claramente a venda de bebidas alcoólicas a menores.
Não são necessarias novas emendas, novos artigos ou modificações. O que nos falta é aplicar corretamente nossas já existentes leis. E, sempre, conscientizar os jovens de todo o mal que a falta de equilibro pode causar. A ignorância sempre foi e sempre será o maior inimigo de uma vida saudável. Aproveitar, sim. Mas sempre com consciência.

 Saúde!

~

Fiquei com vontade de interagir com vocês, dessa vez. Parece mais amável. Mas não se acostumem, oras.
4 perguntas:
1- Blogs ou vlogs? Acham que os blogs estão perdendo seu espaço virtual pelo fato de ser menos "cansativo" ver um vídeo?
2- O bimestre ou trimestre de vocês já terminou? E a escola de vocês acertou os meses ou tá em falta com a aritmética como a minha?
3- O que vocês pensam a respeito de bebidas alcoólicas? Concordam ou discordam do que foi dito?
4- Acham que o Marcelo Parreira ou o Felipe Neto está certo? E vocês, o que pensam sobre o #precojusto?

Respondam todas (ou não), hein.

P.S.: Viram como estou postando com mais regularidade? Eu sei, eu sei. Sou muito organizada e decidida, obrigada.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

Moi, Je et Eu.

Hoje decidi falar sobre mim.

Era pra ser algo fácil. Nome, idade, sonhos, decepções. Comida favorita, até. Onde eu nasci, cresci.  Amigos, família, namorados e nem isso. Livros, filmes, músicas, seriados. Confesso que cheguei a escrever um texto sobre parte disso, mas ele não fez sentido para mim, o que me levou a apagá-lo. Sem pensar uma vez e meia.

Decidi falar sobre mim e não consegui escrever uma linha sequer. Joguei as palavras ali, ajeitei uma ao lado da outra, mas no final elas simplesmente não ficaram da forma certa.

O que me levou a chegar à conclusão que faço parte do grupo de pessoas que quando escrevem sobre si mesmos, não conseguem escrever nada.

Fim.

(Pelo menos dá para perceber que gosto de posts aleatórios)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pensamentos Irregulares, parte II

"Às vezes tenho vontade de fugir... não sei. Sinto como se precisasse de algo inusitado, novo. 
Tenho essa necessidade do diferente. 
Às vezes sinto como se precisasse mudar tudo que conheço, para achar o que quero."


Faz tempo que não posto nada, tá doido! Enfim... Só para atualizar um pouco mesmo, esses pensamentos irregulares são meio curtinhos.
Escrevi esse aí na viagem de volta de Blumenau. Saudades de escrever dá nisso. Pretendo voltar a postar regularmente agora com a perspectiva de internet logo mais. O que me deixa felizz.
Boa semana para vocês e boa ansiedade de internet para mim!

P.s.: Vem ai novo template. Já enjoei do meu.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Felicidade Oca

Olá! Que saudades de postar aqui. Bom, como não estou com muito tempo para gastar no computador (leia-se "sem internet" não "estudando como louca" - não que o segundo esteja totalmente errado) vou postar uma redação escolar. Montamos uma dissertação em cima do assunto "ditadura da felicidade". Espero que vocês gostem :)

"Vivemos em um mundo cruel. Com padrões certos, escalas certas, métodos certos, tabus certos, tempo mais do que certo e preconceitos incertos. Desde pequenos nos tentam fazer entender, vencendo sempre pela insistência, que tristeza (e o que ela acarreta) é algo ruim.
As pessoas tentam se colocar em uma vida tão perfeitamente chata que esquecem que nós, enquanto criaturas falhas, temos inúmeros defeitos. Defeitos que acabam nos levando a decepções, tanto as materiais quanto as não materiais, que nos deixam, obviamente, tristes.
E a partir do momento em que não sabemos mais como lidar com as nossas próprias falhas, que são absolutamente naturais, não temos mais equilíbrio. Falta-nos saber o limite do que queremos para o que querem de nós.
Estamos subjugados a um sistema (essa tal ditadura da felicidade) que ao tentar ressarcir nossas dúvidas sobre o que queremos, destrói o que realmente somos com seus pré-requisitos. Os famosos 'o que eu tenho que fazer para me ajustar'.
Sim, nós merecemos ser felizes.Mas como nos agrada, quando nos agrada. Não devemos ser vazios ao ponto de formar uma vida que, no fim do dia, não nos pertence."